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domingo, 21 de abril de 2013

Saiba qual é a melhor maneira de consumir os superalimentos

Tão saborosos, tão saudáveis. Mas como tirar destes alimentos o que de melhor eles têm a oferecer?

Tão saborosos, tão saudáveis. Mas como tirar destes alimentos o que de melhor eles têm a oferecer?
A professora Ritva Repo de Carrasco, da Universidade Peruana de La Molina sugere começar misturando a quinoa no arroz para se acostumar com o novo alimento. E também não gastar muito.
Os alunos dela desenvolveram também um pão de quinoa. Sem glúten. Outra sugestão é a pipoca de quinoa, na panela sem óleo, bem fácil de fazer.
“Eu penso que esta pipoca de quinoa, é o mais fácil. É muito gostoso, para comer no café da manhã, com iogurte”, garante a nutricionista Ritva.
O consumidor deve se preocupar em saber a origem do chocolate cru e ficar atento ao prazo de validade.
“A gente está falando de um alimento que dura pouco. O prazo de validade é curto porque é um alimento cru”, explica Iberê Mesquita Filho, agricultor.
E não exagerar na dose. “Comparando um 100% cacau com um ao leite, o teor de gordura dele é bem maior. Ele é um produto mais calórico, sim, do que um chocolate ao leite comum”, ressalta Priscilla Efraim, engenheira de alimentos da Unicamp.
No Brasil, a maca é encontrada na forma de farinha. O professor Gustavo recomenda diluir duas colheres de sopa em água fervente.
Assim, as propriedades da maca vão ser mais aproveitadas. O suco de maca pode ser misturado também com outros sucos cítricos.
Mas para aproveitar o melhor do açaí, é preciso abandonar antigas tradições.
“O açaí puro, mais puro possível. Sem açúcar, sem farinha d'água, sem farinha de tapioca, também não precisa misturar com granola, nem com outra fruta, porque o açaí já é uma fruta que tem muitas propriedades”, afirma Claudine Alves Feio, cardiologista da UFPA.
E quando for comer castanhas do Brasil, um cuidado. Selênio em excesso é tóxico. A dose recomendada é uma castanha por dia. Em muitos estados do Brasil, o solo é rico em selênio e, por isso, ele já está presente em muitos outros alimentos, como o feijão.
A castanha é mais recomendada nos estados com dieta pobre em selênio, como São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Bom proveito!
G1

sábado, 20 de abril de 2013

Conheça a misteriosa yacon, que tem gosto de fruta e seu açúcar não engorda nem faz mal aos diabéticos

No lugar onde a batata foi descoberta, a gente aprende que ela faz parte de uma família imensa, com milhares de variedades.


Feira semanal de Urubamba. Vale sagrado dos Incas. Tem cada coisa diferente que a gente nunca imaginou no Brasil neste lugar.
Os agricultores descem da montanha uma vez por semana para vender seus produtos por lá. É o milho roxo. Excelente alimento para o intestino. Já comprovado por cientistas peruanos.
O tomate hoje em dia existe no mundo todo, riqueza da culinária italiana, de tantos molhos, mas o tomate também é originário dos Andes. E olha só o que eles têm aqui também. Tomate que dá em árvore. E para saber a procedência dos alimentos é só olhar para o chapéu das vendedoras.
Cada comunidade na montanha tem um chapéu característico. Encontramos à venda até uma fruta que brota no cacto. É chamada de tuna. E até os produtos mais conhecidos acabam surpreendendo.
Por exemplo, a batata. Tão saborosa, mas que engorda tanto. No lugar onde a batata foi descoberta, a gente aprende que ela faz parte de uma família imensa, com milhares de variedades. Tanta riqueza, que foi criado o Centro Internacional da Batata em Lima. Todos os dias, a batata mata a fome de um bilhão de pessoas no mundo.
Por isso, vários países se uniram para financiar  este centro de pesquisas para o melhoramento da batata.
“O material armazenado no centro é destinado à Organização das Nações Unidas para a alimentação, o que significa que é para compartilhar com todo o mundo”, afirma Janny Van Beem, chefe do Banco de Germoplasma, centro Internacional da Batata.
Entre as espécies preservadas no centro da batata está uma raiz que já é conhecida em muitos lugares no Brasil. E que lá tem o nome de batata yacon.
Mas o professor Ivan, especialista do Centro Internacional, garante: parece, mas não é batata.
“A yakon é extremamente interessante porque tem raízes que podem ser consumidas cruas. Elas têm um tipo de açúcar que o organismo humano não consegue absorver. Então é bom para os diabeticos, ou para pessoas que querem emagrecer”, ressalta Ivan Manrique, biologo do Centro Internacional da Batata.
No alto da cordilheira, a quatro mil metros de altitude. Cada flor diferente é de uma batata diferente. Estamos no Parque da Batata. Um conjunto de seis comunidades andinas que se dedicam a preservar cerca de 1,4 mil variedades. Lá. vivem sete mil pessoas. Lino nos mostra batatas avermelhadas, roxas.
Quando os espanhóis conquistaram esta região, os incas tinham comida estocada para vários anos, 10, 15 anos de estoque de batata, que eles guardavam secas, e o Lino explica que eles conservam este costume.
E a batata fica seca, parece pedra, e assim ela dura 15 anos. Depois de cozida ela fica macia, normal. Cada batata tem um nome. Uma escura e pequena é chamada de nariz de alpaca. Outra tem um nome curioso. É a ‘batata que faz a nora chorar’.
Diante da futura sogra, a mulher que descasca com perfeição, deixando a batata inteira, está pronta para casar. Se não descascar, não casa.
É tarefa difícil. Mas em vez de chorar, Guilhermina se diverte. Guilhermina conseguiu um bom casamento. Mandou a sogra plantar batatas. E isso não foi nenhuma ofensa.

Fonte. G1

Pesquisas provam que açaí da Amazônia derruba o colesterol alto

A ciência só não conseguiu explicar até hoje um milagre do açaí: quem consome a frutinha fica com o coração um pouquinho paraense.

Açaí Abençoado. Açaí do Bom. Super Açaí. Em Belém do Pará, em cada esquina, um elogio aos poderes do açaí. E não é para menos: é a base da comida paraense.
Alimento de qualidade que não falta na casa de Joubert, que vive da produção da fruta. No Pará, se come com farinha. Pode ser a qualquer hora. Café da manhã, lanche, almoço ou jantar.
É um hábito que uma cardiologista da Universidade Federal do Pará decidiu investigar. O açaí faz mesmo tão bem?
O primeiro resultado foi a descoberta de novos consumidores, que gostaram e se lambuzaram. Os pesquisadores compararam dois grupos de coelhos, os que tomaram e os que não tomaram açaí. E depois fizeram exames clínicos.
“Chegamos à conclusão que o açaí pode ser benéfico, pode melhorar doenças cardiovasculares. Pode impedir que o colesterol suba muito, pode impedir que os triglicerídios subam muito”, aponta Claudine Alves Feio, cardiologista da UFPA.
A pesquisadora explica que isso se deve aos fitoesteróis, substâncias presentes em quantidade no açaí.
“Esta substância vai competir na parede do intestino com o colesterol. Ela tem maior afinidade para penetrar na parede do que o colesterol. Então, ela penetra no lugar do colesterol e o colesterol é eliminado através das fezes”, explica Claudine.
Qualidades como estas fizeram a fama do açaí mundo afora e estão fazendo uma cidade ficar cada vez mais famosa. Igarapé Mirim, a capital mundial do açaí. É o município que mais produz açaí no Brasil.
É onde mora o agricultor Joubert Pantoja, com a família. “Eu não troco este meu açaizal aqui por qualquer tipo de profissão. Mudou minha vida”, afirma.
Toda a área onde Joubert tem a sua produção era um canavial 20 anos atrás. Hoje, a plantação de açaí convive com outras espécies, num sistema que ajuda a preservar as plantas nativas. Só quem alcança os galhos mais altos é o peconheiro. É coisa de especialista. É preciso força e muita habilidade. Em pouco tempo, vários galhos são colhidos.
“Catando de pouquinho em pouquinho, a gente faz um volumezinho e leva para a feira da cidade”, diz Joubert.
Na feira, tem movimento toda madrugada. É a feira do açaí em Belém. Ao lado do Mercado Ver-o-Peso.
Baía do Guajará, 4h manhã, começam a chegar os barcos que percorreram vários rios da Amazônia. É hora de receber o presente que vem da floresta, o açaí está chegando para ser vendido no Mercado Ver-o-Peso.
No passado, um cesto valia R$ 0,50. Hoje, este é valor que Josivaldo recebe só pelo transporte de um cesto destes do barco para a feira.
Um grupo prefere descarregar com trabalho cooperativo. O trabalho parece que vai ainda mais rápido. Olhando parece fácil, mas eles jogam 14kg pelos ares. Para quem não está acostumado, é difícil até levantar um cesto destes de açaí.
O Luis e a Rosangela comandam o restaurante dos funcionários de uma grande companhia. É uma correria para alimentar tantas pessoas e os dois acabam se descuidando da própria alimentação.
“Quando dá 10h45, eu gosto de experimentar como está o sabor, a textura, o tempero”, diz Luís Fabri, empresário.
O resultado foi colesterol alto demais. No ano passado, a doutora propôs a eles uma reeducação alimentar. Eles passaram a consumir mais saladas e comidas integrais. Como a dieta não surtiu todo o efeito desejado, há dois meses, ela sugeriu um novo desafio para eles.
“Depois do trabalho que ela fez na universidade, ela nos propôs se a gente queria entrar neste projeto que era substituir o remédio pelo açaí”, conta Luís Fabri.
Luis, catarinense, não tinha o hábito. Eles tomaram o açaí durante um mês, como lanche no meio da manhã, sem açúcar, e muito menos farinha. E mantiveram a alimentação equilibrada.
“Eu estou aqui com os exames laboratoriais de vocês. Por exemplo, houve uma redução de 19% no seu colesterol. E de triglicerídeos uma redução de 23%. A Rosangela teve uma redução de 18% no colesterol, e dos triglicerídeos 32%”, conta a médica.
“Eu fiquei surpresa, porque meus trigicerídeos estavam só aumentando. Tomei o açaí e está melhorando. A doutora só me dá respostas boas”, afirma Rosângela Maia, empresária.
A ciência só não conseguiu explicar até hoje um milagre do açaí: quem consome a frutinha fica com o coração um pouquinho paraense.
“Sou apaixonado por este estado maravilhoso, mas o açaí, com certeza, prende mais a gente aqui”, completa Luís.
Fonte: G1

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Descubra os segredos da maca, que estimula o desejo sexual e retarda o envelhecimento

Os alimentos tiram os seus superpoderes do ambiente onde nascem. Quanto mais dificuldades uma planta precisa enfrentar, mais força os seus frutos irão transmitir a quem os consumir.

Os alimentos tiram os seus superpoderes do ambiente onde nascem. Quanto mais dificuldades uma planta precisa enfrentar, mais força os seus frutos irão transmitir a quem os consumir.
Imagine então um lugar frio. Onde falta oxigênio. E com os maiores índices de radiação do mundo. O Globo Repórter foi para lá. Quando sentiu vento dos Andes e as águas que vinham lá de cima, a equipe do programa sabia, estavam se aproximando do superalimento das alturas. As plantações sobreviveram escondidas lá no alto por 500 anos.
A equipe foi em busca da maca. É como um rabanete, que cresce no alto da cordilheira. Nos vales entre as montanhas.
Para chegar até lá foi preciso atravessar uma das passagens mais elevadas da cadeia andina.
E a neve recebeu nossa equipe no ponto mais elevado da viagem. Ficou um pouco difícil para respirar para quem não está acostumado. O Globo Repórter estava no coração dos Andes e a placa dizia que a gente estava a 4818 metros.
A viagem seguiu com este tempo feio. Mas a longa jornada valeu a pena. A recompensa foi a paisagem. A equipe estava na região do lago Junin. E logo no primeiro vilarejo que a equipe chegou, um encontro inesperado.
Animado, o grupo de professores estava voltando da escola, onde passou o dia. O coquetel ou suco de maca. É assim que a maioria consome este produto por lá.
“Lembra um suco de amendoim, uma parte de amendoim, um pouco mais adocicada, um pouquinho de caramelo. Muito bom”, comenta o repórter Pedro Bassan.
Yanina conta que ferve a maca e bate no liquidificador com leite e ovos.
“Meu marido toma maca. Ele é muito forte”, conta Yanina Arias, professora.
Yanina brinca com a fama da maca.  Diz que o marido toma, é claro. E mostra orgulhosa o filho, segundo ela, fruto dos poderes estimulantes desta raiz. Mas a equipe precisava voltar a estrada e continuar a viagem, e ir a uma plantação perto dali.
O último trecho. Depois de passar pela montanha, pela neve. A parte mais difícil da estrada. Para chegar até a maca, a equipe teve que primeiro espantar a boiada.
A equipe chegou a uma plantação, às margens do lago Junin, onde trabalha a Elvira.
Quando ela começou a produzir tinha apenas um hectare, hoje com tanto interesse, tem plantados 420.
O endocrinologista Gustavo Gonzales, da universidade Cayetano Heredia aceitou o convite para nos acompanhar até lá. É dele a maior parte dos estudos feitos até hoje sobre a maca.
“Eu chamo de ‘milagre dos Andes’, porque cada vez que investigamos algo, encontramos mais propriedades e mais coisas que nos deixam surpreendidos”, diz Gustavo Gonzales Rengifo, endocrinologista.
O doutor Gustavo confirma: a maca é sim um estimulante. Ela aumenta o desejo sexual, mas não só isso.
Segundo o doutor Gustavo, a maca faz aumentar a quantidade de espermatozóides nos machos e, nas fêmeas, faz diminuir a mortalidade dos embriões. Aumentando assim a fertilidade.
Quando os espanhóis conquistaram essa região, só estavam interessados na prata e não nas plantas. E assim desperdiçaram um tesouro que tinha embaixo dos pés. Um super alimento que cresce a 4.500 metros de altitude.
Hoje este tesouro injeta na economia peruana US$ 7 milhões por ano. Hoje ela é exportada, principalmente para a Ásia. Dona Elvira vende 80% da produção para o Japão.
“Gerou empregos nessa região, como você vê, são mulheres, com filhos, homens. Melhorou a qualidade de vida familiar. Hoje dá para mandar os filhos estudarem fora. As pessoas tem trabalho o ano todo. Isso é uma satisfação enorme para mim, como mulher”, conta Elvira Llanos, agricultora.
Um povoado foi o cenário da pesquisa que comprovou os benefícios da maca no combate ao envelhecimento. Foi então, que o produto que só era conhecido e consumido pelos moradores da região, ganhou o mundo.
O professor Gustavo fez um estudo com 1200 pessoas da região, com idades entre 35 e 75 anos.
“O que aconteceu com a população que consome maca? Os que tem 35 anos tem um estado de saúde muito bom, mais alto do que os que não comem maca. Estado de saúde que se manteve até os 75 anos, como se eles não envelhecessem”, diz o professor.
O advogado Rafael lesionou os joelhos na academia. Conta que passou a ter dificuldades para caminhar. Depois de tomar injeções antiinflamatórias que não funcionaram, ele descobriu a maca em um jornal.
“Como eu não tinha nada a perder, tentei para ver o que ia acontecer. Os médicos não conseguiam resolver o meu problema”, lembra Rafael Valentin, advogado.
Em apenas duas semanas tudo mudou. A lesão é irreversível. Mas a inflamação que tanto doía passou.
“O mais importante de dar este testemunho para que as pessoas conheçam este alimento. Ele serve para que o estado de saúde seja o melhor possível”, conta Rafael.
Do outro lado da América do Sul, debaixo da sombra da Mata Atlântica, o Brasil está redescobrindo os poderes de uma superfruta. É tão rica, que o nome é theobroma, que quer dizer alimento dos deuses, mas é mais conhecido pelo sobrenome, cacau.
A equipe do Globo Repórter foi para Ilhéus, sul da Bahia, grande região produtora. Ao contrário dos alimentos andinos, o cacau foi um dos primeiros produtos americanos a ganhar o mundo depois do descobrimento.
Conta a história que em 1502, o descobridor Cristóvão Colombo, chegou à ilha de Guanaja, na quarta viagem à América Central. Um barco se aproximou, e um chefe asteca subiu a bordo da caravela e ofereceu sementes de cacau a Colombo. Naquela época, as sementes secas - além de alimento - eram usadas como moeda.
Perto de ilhéus, a equipe foi conhecer um novo produto que está surgindo por lá. Ainda mais saudável do que o velho e bom chocolate.
Iberê e Natália se mudaram para lá há dois anos. Uma mudança radical de vida. Lá não pega celular. A comunicação na fazenda segue outros sinais.
São eles que mostram o chocolate cru. A diferença é que as amêndoas não são torradas e mantém uma quantidade maior de nutrientes. A produção deles é orgânica. Os cacaueiros crescem em harmonia com outras espécies da Mata Atlântica.
“O cacau está ao lado do açaí, depois outro cacau. Sempre temos muitas frutíferas ao redor do plantio, como a banana, a jaca, o jambo”, diz Iberê Mesquita Filho, agricultor.
Depois da colheita, as amêndoas são retiradas. E colocadas para fermentar durante cinco dias.
Eles fazem o controle da temperatura. E dão o que chamam de tombo, para que a fermentação seja uniforme. Depois elas secam ao sol. E são descascadas. As amêndoas secas estão prontas para a grande transformação.
O professor Quintino do Centro de Estudos do Cacau revisou centenas de artigos publicados em todo o mundo sobre o ‘alimento dos deuses’. Os trabalhos apontam as inúmeras vantagens do cacau e do chocolate amargo.
Eles são importantes aliados na prevenção de doenças degenerativas e cardiovasculares, além de combaterem a depressão. A explicação: a presença de substâncias chamadas polifenóis.
“Isso faz com que o cacau seja o produto natural que tem maior capacidade antioxidante. Existe um índice que se chama capacidade de absorção de radicais livres e oxigênio e o cacau é o destaque em todos os vegetais e todas as frutas”, explica o professor Quintino Reis Araújo, pesquisador do CEPLAC.
Na varanda de uma casa, passo a passo a mágica de um alimento dos deuses. Da semente do cacau, á semente descascada, cacau triturado, em pó, a pasta e finalmente o chocolate - cru orgânico sem leite, sem aditivos químicos e saudável.
O processo começa com um simples moedor de carne. As amêndoas são trituradas duas vezes.
Depois aquele pó vai para o pilão. E aos poucos, vai virando uma massa. Um pouco de açúcar para quem ainda não está acostumado ao chocolate puro.
“15 gramas de açúcar orgânico para 85 gramas de massa de cacau. Isso formará 100gr de chocolate”, conta Iberê.
E segue a pilagem. É quando a mágica acontece.
“O processo acontece na conchagem - roçagem de pedra com pedra. A gente quebra as partículas da gordura, e elas acabam derretendo com o calor que é gerado, neste derretimento, a gente tem esta pasta, que é o chocolate”, afirma Maria Natália Ávila, agricultora.
Depois é só por na forma.
A professora Priscilla da Unicamp é uma das maiores especialistas em chocolate no país. Mesmo o chocolate tradicional, quanto mais amargo melhor. E o chocolate cru?
“A torração é uma etapa onde a gente elimina polifenóis em quantidade. Então é bastante provável que um chocolate que tenha sido feito com amêndoas de cacau cruas em vez de torradas tenha um maior teor de polifenóis”, explica Priscilla Efraim, engenheira de alimentos - Unicamp.
Nas ruas em Ilhéus, o sabor foi aprovado.
Fonte: G1

Conheça alimentos que combatem o estresse e que podem até reduzir o colesterol

A quinoa tem as qualidades do leite materno e reduz o colesterol. E a castanha, basta uma por dia para controlar o estresse.

Do alto das montanhas. Das profundezas da Floresta Amazônica. Do coração da Mata Atlântica. Nunca as riquezas que vêm da terra foram tão valorizadas. São os superalimentos que dão força, vitalidade e combatem o envelhecimento.
Cientistas do mundo todo se voltam para a América Latina. É do Brasil e de alguns dos seus vizinhos que saem os alimentos mais completos para o ser humano. Alimentos que brotam no chão há milênios e que precisavam apenas ser redescobertos, como a quinoa.
Dona Rosa Oliveira descobriu a quinoa no ano passado. Desde então esse alimento nunca mais saiu da dieta. “Com 63 anos, você não ter nenhum pouco de colesterol, é ótimo não é? Então, eu acho que a quinoa lava as artérias”, diz a dona de casa.
Na casa de Dona Rosa, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, todos os dias é o mesmo ritual. Ela inclui flocos de quinoa nas vitaminas que faz para o café da manhã.
“Ah, eu nem sinto o sabor. Não sinto nenhuma diferença. Parece uma aveia normal”, comenta.
Mas para que a quinoa chegasse até a mesa de Dona Rosa não foi fácil. Há 30 anos, os grãos andinos eram praticamente desprezados.  Muitos quase desapareceram.
A redescoberta destes alimentos começou com Luis Sumar Kalinowski, um morador do Vale Sagrado dos Incas. O professor Luis hoje tem 75 anos e continua entusiasmado. Ele pergunta: “O que queremos para as nossas crianças? Que representem um futuro para as nações. Então, temos que lhes dar bom alimento”.
Disposto a estudar os cultivos andinos, o professor conseguiu convencer a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos a financiar um grande projeto.
Durante seis anos, ele saiu pelas montanhas em busca das plantas esquecidas.  “Um abandono total”, diz. O amaranto, um primo da quinoa, foi salvo por pouco. Foi salvo por ser bonito. Depois de procurar muito, encontrou.
“Em um jardim. Então, eu procurei jardins e mais jardins. Fui ao litoral, procurei em Cusco. Procurei muito e assim consegui resgatar”, conta o professor.
O amaranto, um superalimento ainda pouco conhecido, tinha virado uma planta ornamental.
Lado a lado, o amaranto e a quinoa. Esta era uma paisagem muito comum 500 anos atrás. Quando os conquistadores espanhóis chegaram, eles não só desprezaram estas plantas. Segundo os estudiosos, eles intencionalmente destruíram estes superalimentos, que davam a força aos guerreiros incas.
“Eles queriam dominar as populações conquistadas e uma maneira de dominá-las é proibindo que comam alimentos de qualidade. Pois quem come alimento de qualidade tem cabeça boa e se põe a pensar”, explica o professor.
O resultado do trabalho do professor foi um livro que jogou luz sobre as riquezas esquecidas. Dezenas de grãos, raízes, legumes e frutas estão listados nele.
Graças à semente que ele lançou lá atrás, este ano de 2013 foi escolhido o ano internacional da quinoa.
O interesse está em toda parte. Como na pesquisa que Dona Rosa, lá de Ribeirão, participou. Durante quatro semanas, mulheres que já passaram pela menopausa comeram 25 gramas de quinoa por dia. E não mudaram mais nada na alimentação.
A ideia era ver se a quinoa iria proteger o coração delas, justamente na idade em que as mulheres têm mais risco de doenças circulatórias. Para Flávia Giolo de Carvalho, a pesquisadora, não foi tão difícil convencê-las.
“O sabor não interfere tanto nos alimentos. Então, vai só agregar valor nutricional, vai melhorar a saúde da senhora, vai melhorar o perfil lipídico. Eu vendi o meu peixe assim, falando destes potenciais benéficos”, lembra a nutricionista.
No fim da pesquisa, feita pela USP e pela Unesp, as mulheres baixaram o colesterol entre 5% e 10% e aumentaram no organismo as substâncias que combatem o envelhecimento.
“Quando você vê quatro semanas, que 25 gramas deram resultados interessantes, acho que se extrapolar isso para mais tempo, acho que tem resultados melhores ainda. Pensando sempre em melhorar a qualidade de vida, através da inclusão de um alimento”, explica Flávia.
Dona Rosa entrou na pesquisa com o colesterol acima do normal. E agora está com os índices em dia e o coração inteiro para correr atrás da maior paixão: o netinho Jean Otávio, de um ano e meio.
“Trabalho muito, faço todo o serviço da casa e cuido do bebê. Estou aqui inteira. Chega a noite eu quero que o marido vá passear comigo ainda”, conta Dona Rosa.
Em Lima, capital do Peru, fomos encontrar a nutricionista Ritva Repo de Carrasco, uma finlandesa que há 25 anos estuda a quinoa.
Ela chama este alimento de "o grão mais completo do mundo". Descobriu semelhanças da quinoa até com o leite materno.
“A quinoa tem uma proteína que pode ser comparada à do leite. Tem alto conteúdo de fibra, que combate o câncer. E tem ainda compostos que chamamos de bioativos, que protegem contra muitas doenças. Por isso eu diria que a quinoa é um superalimento”, garante a nutricionista.
A quinoa tem os dez aminoácidos essenciais para a vida humana, que o nosso corpo não é capaz de produzir. E em especial a lisina, fundamental na fase do crescimento.
No campo, o desafio é tornar a quinoa um alimento cada vez mais comum e mais barato. Para isso, dez grandes pesquisas estão sendo financiadas no Peru como parte do Ano Internacional da Quinoa.
O engenheiro agrônomo Mario Tapia percorre as montanhas do país recolhendo e testando novas variedades da planta. Se no passado os conquistadores renegaram o conhecimento tradicional, hoje os pesquisadores visitam os descendentes dos antigos donos destas terras para aprender com eles.
“Os agricultores não têm grandes extensões de terra, mas uma pequena área para o uso pessoal. Então, eles dão muito valor, porque complementa a batata, o milho, com as proteínas da quinoa. É um conhecimento tradicional de balancear a dieta”, explica o engenheiro.
No Brasil, em vez de subir a montanha, nós vamos entrar na floresta para procurar saúde. Na Amazônia, a natureza prepara e entrega o presente.
O superalimento que nós procuramos nasce no alto, na copa de árvores de até 50 metros. Mas não é preciso ir buscá-lo lá em cima. Com olhar treinado e facão ligeiro, os homens vão enchendo o cesto.
Mas antes de comer, é preciso vencer várias camadas de casca. Finalmente, está ela: a castanha do Brasil.
Quem colhe passa o dia na mata e não precisa levar comida de casa. “Só sei dizer que não dá fome durante a gente estar trabalhando. A gente come uma castanha de vez em quando, não dá fome”, conta Edison Coelho Teles, catador de castanha.
Sabedoria transmitida geração após geração. Onde a única avenida foi construída pela natureza e o sustento vem da castanha, uma sementinha que carrega a força de uma árvore gigante.
Em São Paulo, onde os gigantes são de pedra, a vida é bem diferente. Correria, agitação e um ritmo alucinante. Para vencer o estresse e os perigos que a cidade traz para a nossa saúde, é preciso contar com a ajuda de um pedacinho da floresta.
Luíza vive apressada. Em um dia daqueles, ela mal tem tempo de dar ‘bom dia’. Luíza comanda uma empresa de informática com 270 funcionários. Todos sabem que ela gosta de perfeição.
“Nós somos ligados, estamos em uma panela de pressão sempre”, comenta.
Nos momentos em que a pressão chega ao máximo, Luíza reage com um gesto quase automático. Ela estica o braço e pede ajuda para a castanha.
“Eu já sinto que eu começo a despertar, eu já começo pensar melhor, eu já começo a tomar decisões melhores. Claro que eu não coloco isso em função de uma castanha, mas ela contribui com o todo”, diz.
Há 20 anos ela tem esse costume. Contra o estresse, uma castanha por dia. “Também, como mulher. A pele fica melhor, o cabelo fica melhor. Enfim, isso ajuda como um todo”, afirma.
A ciência estuda esses e muitos outros benefícios da castanha. Ela protege o nosso organismo principalmente porque é rica em selênio.
“Você pode também garantir um melhor funcionamento do seu organismo durante a vida inteira. Isso contribuirá, com certeza, para uma melhor velhice, para o envelhecimento com mais saúde”, explica Silvia Franciscato Cozzolino, nutricionista - USP.
Em São Paulo, na USP, a professora Silvia Cozzolino orienta uma série de pesquisas que comprovam os benefícios do selênio no combate a muitas doenças.
“Ele pode ter uma ação, por exemplo, no câncer. Pode ter uma ação em relação a doenças da glândula tireóide, pode ter ação na obesidade”, aponta a professora.
E a lista não para por aí. Outros estudos recomendam a castanha para combater a artrite, prevenir a diabetes, refrear a doença de Alzheimer.
Com o selênio, nosso cérebro funciona melhor por mais tempo. Seu Fernandes, de 81 anos, e Dona Santa, 84 anos, aceitaram ser voluntários de uma pesquisa da USP.
Durante seis meses, consumiram uma castanha por dia. Já que a dose diária é pequena, aproveita.
São Paulo é pequena para Dona Santa. Diariamente, ela anda pela maior cidade do país, como se estivesse no quintal de casa. “Melhor coisa da vida é você ser independente. Eu acho que isso é uma riqueza, dinheiro para mim não ia valer nada”, afirma Santa de Souza, modelista aposentada.
Dona Santa já faz planos para a festa de aniversário. De 85 anos? Não, de 100. “Vai ser em um clube, lá no Corinthians. Mudei de time. Será que foi a castanha? Não foi antes”, brinca.

Fote:G1

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Globo Repórter desvenda segredos dos superalimentos da América Latina

Eles são os alimentos mais nutritivos do mundo e guardam substâncias que podem ajudar as pessoas a evitar vários problemas de saúde e ter uma melhor qualidade de vida.

No segundo programa especial em comemoração aos seus 40 anos, o ‘Globo Repórter’ releva, nesta sexta-feira, dia 12, o poder dos chamados superalimentos da América Latina.

Eles são os alimentos mais nutritivos do mundo e guardam substâncias que podem ajudar as pessoas a evitar vários problemas de saúde e ter uma melhor qualidade de vida. O telespectador vai conhecer a origem da quinoa, o único grão da natureza que tem as mesmas proteínas do leite materno. Considerado o mais nutritivo dos vegetais, ela ainda reduz os índices do colesterol ruim e dos triglicérides, evitando problemas cardiovasculares.

Em uma viagem pelo interior da floresta Amazônica, o ‘Globo Repórter’ mostra os segredos da castanha do Brasil. Segundo os especialistas, uma por dia é o suficiente para ajudar a combater o estresse e fortalecer a memória. Nos Andes, nas plantações mais elevadas do mundo - a 4.500 metros de altura - é a vez de falar da maca, um superalimento que ajuda no combate do envelhecimento, aumenta a fertilidade e ainda fortifica os ossos e intensifica o desejo sexual de quem o consome.

Considerado pela civilização maia um alimento enviado diretamente pelos deuses, os benefícios do cacau são redescobertos hoje pelos brasileiros: a melhor fruta contra o envelhecimento celular. Mas como seria provar um chocolate cru?
Os repórteres do programa mostram por que ele pode fazer tão bem à saúde.
Ainda nesta edição, o ‘Globo Repórter’ mostra os benefícios do açaí, um poderoso aliado do coração, que, puro, sem farinha ou açúcar, é capaz de diminuir muito os índices ruins do colesterol de quem o consome. Entre as novidades trazidas pelo programa nesta semana, está ainda a misteriosa Yacon, uma batata diferente que tem gosto de fruta.
Ela tem um tipo de açúcar que não engorda e é bom para os diabéticos e para quem quer perder peso.

Fonte: G1

Direitos do Leite da terra

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