Este artigo descreve algumas das técnicas mais comuns utilizadas no preparo de alimentos vivos. Confira!
Hidratação
Para hidratar castanhas, nozes, frutas secas e tomates secos,
utilizamos a água do coco preferencialmente. Nada melhor que a água
estruturada do coco para “ressuscitar” esses ingredientes desidratados
pelo sol. E óbvio que podemos hidratar em água filtrada, mas devo aqui
mencionar o que há de melhor tanto no paladar quanto nos efeitos sobre a
saúde. Além disso, a água de coco costuma ir para o liqüidificador
junto com os ingredientes que contribuiu para hidratar.
Desidratação
Existem diversos métodos de desidratação já mencionados
anteriormente. Podemos desidratar da mesma maneira frutas, tomates ou
polpas liquidificadas de frutas para confecção de deliciosos pratos.
Prensagem
A prensagem é uma forma interessante de cozimento, pois é um cozimento mecânico. Alguns frutos da terra como a berinjela, a abob
rinha e a abóbora têm uma “cica” se ingeridos crus. Outros são incômodos
para mastigar, como o espinafre, a couve-flor e os brócolis. Por
intermédio da prensagem, obtemos uma consistência mais branda, e a
retirada de algumas resinas e ácidos. Deve-se “untar” as mãos com limão e
sal ou missô, e proceder a prensagem dos frutos dentro de uma tigela de
vidro larga, até atingir o ponto desejado. Os princípios ativos que
escorrerem das hortaliças encontrarão no sal e no limão uma estabilidade
antioxidante. Como a culinária é uma arte fascinante, podemos trocar o
limão por laranja ou mesmo por tangerina, e descobrir o resultado.
Marinadas
Se deixarmos durante um dia na geladeira as diversas delícias
prensadas, adicionadas de azeite, limão e ervas aromáticas, teremos os
marinados. Poderemos comê-los com sementes, com pão essênio, com
saladas, ou torná-los ingredientes de pizzas de trigo germinado. Mas, se
quisermos, poderemos também amorná-los.
Desamidação
Ralar batata é uma fascinante descoberta que permite que possamos
comê-la crua. Batata crua? Sim, mas antes retira-se o excesso de amido,
deixando-a, após ralação fina, igual a um macarrão japonês, dentro de
água filtrada por uns 15 minutos. O amido sai e deposita-se no fundo da
tigela. Aí é só temperar (cebolinha, alho poró ou nirá, pimenta
dedode-moça, alecrim, orégano e o que você gostar) e levar à panela de
barro para amornar. No final, esparrame um pouco de azeite extra virgem e
salsinha picada. Adeus batatas fritas, chips, sotês e purês. Não existe
coisa mais gostosa que uma batata crua, ralada, temperada e amornada!
Amornamento
O amornamento é o processo de aquecimento de alimentos crus. Creio
que “amornamento” refere-se mais ao amor dedicado ao alimento que à ação
térmica aplicada. Nas receitas, podemos utilizar folhas como couve,
almeirão, chicória, acelga, repolho, algas, sementes germinadas,
couve-flor, brócolis, shiitake, raízes como batata inglesa, inhame e
mandioquinha (batata baroa), frutos como berinjela, jiló, abobrinha,
abóbora, muitos temperos verdes, pimentas cruas, missa, azeite extra
virgem e sal marinho.
A panela deve ser de barro, pedra ou ferro. Não se usa colher e sim a
mão aplicada diretamente sobre os alimentos. Nada melhor que as mãos
para saber se a temperatura está passando do ponto. Com a mão, pode-se
“acariciar” os alimentos, homogeneizá-los e prensá-los, amaciando alguns
de seus componentes. Ao amornar para si mesmo ou para parentes e
amigos, pode-se (deve-se) usar as mãos bem escovadas. Ao preparar o
amornado para outras pessoas que não da família – em um restaurante, por
exemplo – deve-se, além da limpeza mencionada, utilizar a luva de
padaria, aquela que se parece a um saquinho plástico. A intenção é mais
de origem
estética que higiênica. Importante é “pôr a mão na massa”. Panelas de
barro e de pedra são ótimas para servir, pois mantêm a temperatura
durante a refeição. E muito comum que os convivas repitam os pratos
servidos, pois o sabor é sempre delicioso.
Veja aqui o como adquirir o nosso Ebook com receitas cruas
fonte:
Publicado em 23 de novembro de 2010 por Alimentos Vivos